Letting it go
Meu novo vício revirou-me exageradamente por dentro. Tocou onde nem mesmo eu consigo alcançar muitas vezes.
Uma história é recebida por cada um de uma maneira diferente. De início, pensei que só iria tornar pior o que já estava comigo e o intensificaria, o que de fato aconteceu. Escancarou-me forte, até o menor detalhe que não pude ignorar. Sensações que achei estarem já esquecidas se mostraram ainda presentes e quase pude senti-las novamente, como se ainda fossem reais, só se alterando pela mágoa que as envolvia. E, assim como elas, ficaram expostos os demais detalhes que eu lutava contra, sem entendê-los, sem tentar entendê-los, sem de forma alguma aceitá-los, sem querer aceitá-los – estava fora de cogitação. Mas não via que tudo, todas as respostas, tudo que eu precisava saber estava bem na minha frente o tempo todo. Havia muitas alternativas... mesmo eu não achando que a verdadeira estava entre elas. Mas... de que importa saber qual delas serviria de justificativa? O mal já estava feito. O fato de entender talvez me desse ferramentas para agir diretamente na causa. E, ainda assim, poderia perfeitamente não me dar nada, além da alternativa da qual estou tomando parte agora.
Agora, reconhecendo o sentimento que me toma, com tudo exposto e ainda impossível de ser ignorado, posso ver. Posso entender. Posso – por mais difícil que seja e que me pareça – aceitar. Posso libertá-lo. Posso me libertar.
Talvez esse sentimento tenha sido desencadeado por ter sido ultrapassado o limite físico da dor e o limite metafísico da perturbação. Talvez tenha sido pela intensidade e profundidade que se chegou para que tudo fosse alcançado, escancarado e exposto, até o momento que me forçasse a lidar com tudo isso. Talvez tenha sido a necessidade dessa libertação. Talvez tenha sido a covardia gritante de continuar (pois a coragem de parar e me propor a esquecer, de uma vez por todas, acho que acabo de adquirir). E talvez tenha sido todos esses fatores reunidos em um só que imperou sobre mim.
Lamentar? Acho que não preciso dizer que lamento... muito. E não queria que chegasse a isso, que fosse preciso, que não houvesse mais forças pra resistir. O que me conforta é saber que um alívio significativo deve começar a ter efeito logo. Posso senti-lo um pouco agora... Mesmo assim, apesar da fonte do fluxo ter se extinguido, de eu ter conseguido extinguir o que cabia só a mim extinguir, e de não chegar mais nada de agora em diante, resta o que ainda está aqui e que precisa ir embora. Mas sei que irá embora sim, e tenho paciência de esperar... é só uma questão de tempo.
[ao som repetidamente de “Bella’s Lullaby”]
Uma história é recebida por cada um de uma maneira diferente. De início, pensei que só iria tornar pior o que já estava comigo e o intensificaria, o que de fato aconteceu. Escancarou-me forte, até o menor detalhe que não pude ignorar. Sensações que achei estarem já esquecidas se mostraram ainda presentes e quase pude senti-las novamente, como se ainda fossem reais, só se alterando pela mágoa que as envolvia. E, assim como elas, ficaram expostos os demais detalhes que eu lutava contra, sem entendê-los, sem tentar entendê-los, sem de forma alguma aceitá-los, sem querer aceitá-los – estava fora de cogitação. Mas não via que tudo, todas as respostas, tudo que eu precisava saber estava bem na minha frente o tempo todo. Havia muitas alternativas... mesmo eu não achando que a verdadeira estava entre elas. Mas... de que importa saber qual delas serviria de justificativa? O mal já estava feito. O fato de entender talvez me desse ferramentas para agir diretamente na causa. E, ainda assim, poderia perfeitamente não me dar nada, além da alternativa da qual estou tomando parte agora.
Agora, reconhecendo o sentimento que me toma, com tudo exposto e ainda impossível de ser ignorado, posso ver. Posso entender. Posso – por mais difícil que seja e que me pareça – aceitar. Posso libertá-lo. Posso me libertar.
Talvez esse sentimento tenha sido desencadeado por ter sido ultrapassado o limite físico da dor e o limite metafísico da perturbação. Talvez tenha sido pela intensidade e profundidade que se chegou para que tudo fosse alcançado, escancarado e exposto, até o momento que me forçasse a lidar com tudo isso. Talvez tenha sido a necessidade dessa libertação. Talvez tenha sido a covardia gritante de continuar (pois a coragem de parar e me propor a esquecer, de uma vez por todas, acho que acabo de adquirir). E talvez tenha sido todos esses fatores reunidos em um só que imperou sobre mim.
Lamentar? Acho que não preciso dizer que lamento... muito. E não queria que chegasse a isso, que fosse preciso, que não houvesse mais forças pra resistir. O que me conforta é saber que um alívio significativo deve começar a ter efeito logo. Posso senti-lo um pouco agora... Mesmo assim, apesar da fonte do fluxo ter se extinguido, de eu ter conseguido extinguir o que cabia só a mim extinguir, e de não chegar mais nada de agora em diante, resta o que ainda está aqui e que precisa ir embora. Mas sei que irá embora sim, e tenho paciência de esperar... é só uma questão de tempo.
[ao som repetidamente de “Bella’s Lullaby”]











Má, será que eu tb vou co nseguir? Será que o alívio um dia virá? Me pa rece tão eterno...
Que em 2009 eu entend a melhor como funciona tudo. Ando meio perdid a...
Que entendamos!
Beijos e beijos!